Crônica da casa assassinada: a obra-prima de Lúcio Cardoso

Por NEWTON VIEIRA*

Em matéria publicada dia 7, intitulada de “Curvelo no cinema”, mencionei o fato de o livro “Crônica da casa assassinada”, de Lúcio Cardoso, estar prestes a ganhar nova adaptação para a telona, com roteiro de George Moura (“Amores roubados”, “Onde nascem os fortes”, “Getúlio”, “Linha de passe”, etc.) e direção de José Luiz Villamarim (“Avenida Brasil”, “O rebu”, “Redemoinho”, “Amor de mãe”…), mineiro da vizinha Três Marias e diretor do núcleo de teledramaturgia da Rede Globo desde dezembro de 2020

Em face disso, recebi inúmeras mensagens de pessoas interessadas em ler o magnífico romance cardosiano. Algumas delas sugeriram que eu publicasse algo a respeito da obra. Então resolvi reeditar, com algumas achegas, entrevista que fiz há dez anos para a revista Pequi Magazine, a pedido do diretor-presidente, Alexandre Benony. Continua tudo
absolutamente atual. Aliás, Lúcio vai sempre transcender o tempo, com sua escrita apaixonada e apaixonante, introspectiva e provocadora.

A primeira adaptação cinematográfica do romance entrou em cartaz em O longa-metragem dirigido por Paulo César Saraceni e superpremiado no Festival de Brasília daquele ano trazia Norma Bengell no papel de Nina. A música esteve a cargo de ninguém mais, ninguém menos do que Tom Jobim.

“Crônica da casa assassinada” veio a lume em maio de 1959. Sacudiu o ambiente literário da época. Teria ido para o prelo em 27 de julho de 1957. Nesse intervalo entre o encaminhamento ao editor e a publicação, o genial autor chegou a aventar a hipótese de o romance ter envelhecido. Escreveu ele, cerca de três meses antes do lançamento: “Um jornal publica hoje a capa do meu livro a sair no mês próximo. Dois anos e, mesmo assim, menos tempo do que levei para publicar “O enfeitiçado” (…). Mas, apesar disso, é o suficiente para que eu perceba os defeitos da “Crônica” e avalie os lados por onde envelheceu. Isso me consola, imaginando que posso fazer melhor” (“Diários” – Editados por Ésio Macedo Ribeiro. Rio: Civilização Brasileira, 1ª edição, 2012, p. 478). Tomado de melancolia, Lúcio ficava a imaginar a repulsa que o livro causaria nas pessoas. A obra-prima estaria, assim, condenada ao esquecimento. “Mas é de cabeça erguida que eu me preparo para suportar esse desdém”, afirmou o escritor.

Sim, o “Corcel de fogo”, como o chamou Clarice Lispector, poderia “fazer melhor”, sempre, pois não tinha limite para o seu galope. Encontrava-se, no plano intelectual, infinitamente acima da média. Mas cometeu ledo engano ao discorrer sobre possível envelhecimento do romance escrito na maturidade. “Crônica da casa assassinada” é desses clássicos que a gente faz questão de ter na cabeceira. E será assim décadas afora. Ou décadas adentro, como queiram. Logo, seu viço não poderia ter a duração da rosa de Malherbe. Está consagrado, sem nenhum favor, entre os dez melhores e mais expressivos textos em prosa das letras brasileiras, no nível dos mais irretocáveis de Machado de Assis e de João Guimarães Rosa. Tanto que ainda faz sucesso nas boas livrarias, continua a receber os mais ardorosos elogios da crítica, desperta o interesse dos especialistas e dos leitores comuns, serve de tema para dissertações de mestrado e teses de doutoramento dentro e fora do País, inspira o teatro e a sétima arte. Sem contar as recentes edições estrangeiras, como a estadunidense, a portuguesa e a holandesa, esta ainda em preparo.


Para alguns estudiosos, a edição americana perde um pouco em lirismo para a francesa. No entanto, penso que vale ouro em termos de divulgação do autor e de sua obra atemporal. Fico feliz com tudo isso.


Outra coisa que me deixou extremamente feliz foi ter comentário meu inserido no dossiê temático “60 anos da Crônica da casa assassinada”, publicado em edição especial e caprichada de “Opiniães”, revista dos alunos de Literatura da USP – Universidade de São Paulo. Quanta honra figurar ao lado de mestres como Andréa Vilela, André Seffrin, Leandro Garcia Rodrigues, Milton Hatoum, Júlio Castañon Guimarães, Dib Carneiro Netto, só para citar uns poucos!


Esse dossiê também comprova, de maneira inequívoca, a atualidade e relevância da “Crônica da casa assassinada”. Em narrativa não linear, inovando na técnica de contar histórias, Lúcio Cardoso penetra na decadente e sombria chácara dos Meneses. A análise multifocal dos fatos e das personagens, feita por meio de depoimentos (diários, cartas, confissões…), torna difícil até para o mais arguto observador identificar onde termina a verdade e começa a mentira. E vice-versa.


Por isso, e visando a oferecer aos leitores, principalmente aos jovens, subsídios para uma melhor compreensão do universo cardosiano, conversei com a escritora Maria Madalena Loredo Neta, graduada em Letras pela UFMG e professora de Língua Portuguesa I e Introdução à Pesquisa em Filosofia na PUC – Instituto de Filosofia e Teologia Dom João Resende Costa.

Em 2007, Madalena Loredo apresentou à Universidade Federal de Minas Gerais a dissertação de mestrado “Crônica da casa assassinada: uma poética da finitude”. A partir deste momento, vocês conferem meu bate-papo com ela. Espero
que gostem do que vão ler.

ENTREVISTA

NEWTON VIEIRA – Professora Madalena, desde já lhe agradeço a atenção. Por favor, comece pelo título do romance: “Crônica da casa assassinada”. O que ele sugere?


MADALENA LOREDO – O próprio Lúcio Cardoso, em entrevista antes da publicação do romance, explica o título, dizendo que a CASA está no sentido de família, de brasão, e ASSASSINADA quer dizer atingida, na sua pretensa dignidade, pelo pecado. Na “Crônica”, tomamos conhecimento da história dos Meneses, uma família arruinada, que vive numa chácara nas cercanias de Vila Velha, Minas Gerais, mergulhada em completa estagnação, presa a tradições, vivendo apenas das glórias do passado.


NEWTON VIEIRA – Concorda que, para muitos, a estrutura narrativa seja entrave para a devida compreensão da obra?


MADALENA LOREDO – Desde o início, “Crônica da casa assassinada” chamou a atenção pela sua complexa estrutura narrativa. A história é composta de fragmentos – cartas, diários, depoimentos, confissões – que teriam sido selecionados por alguém que tem conhecimento da história, ou mesmo que deseja conhecê-la. São esses textos que compõem o romance. A história tem vários narradores, ela é contada por seus personagens.

NEWTON VIEIRA – Explique de que forma essa estrutura fragmentada se evidencia no romance.


MADALENA LOREDO – Como disse, os capítulos são descontínuos, denominados, por exemplo, “Diário de André”, “Primeira narrativa do farmacêutico”, “Primeira confissão de Ana”, e assim por diante. É interessante notar que não há nenhuma preocupação com ordem cronológica, uma complementação de narrativas. Pelo contrário: muitas vezes, os relatos são desencontrados, desconstruindo, desmanchando ou às vezes confirmando outros. Outro ponto a destacar são os pós-escritos, os acréscimos à margem desses documentos como forma de registrar um olhar mais atual da própria personagem em relação ao que fora registrado antes. Para nós, leitores, esses acréscimos já pertencem ao passado também. Há uma grande sobreposição temporal.


NEWTON VIEIRA – Então a narrativa se constrói a partir da reunião de vários escritos. É isso mesmo?


MADALENA LOREDO – Sim. E podemos afirmar que a rememoração é a base da estrutura narrativa do romance, com todas as lacunas e imprecisões que o rememorar acarreta. Dessa forma, não há uma preocupação com a verdade, não há segurança em torno do que é relatado. Afinal, são eventos filtrados pela atividade da memória, sujeitos aos lapsos
de esquecimentos e influenciados pelo presente. Nenhuma rememoração abarca o todo vivido e, por outro lado, sempre acrescentamos ao rememorado nossas impressões do momento presente.


NEWTON VIEIRA – Já que falou nesse rememorar, há algum sentido especial nele?


MADALENA LOREDO – A rememoração expressa um desejo de reconstruir algo que, de certa forma, já se perdeu. Nesse sentido, o romance “Crônica da casa assassinada” é um movimento de luta contra a perda, o esquecimento, a morte. Ao recolher fragmentos do passado, reuni-los, salvá-los em uma narrativa, há o reconhecimento da perda, mas ao mesmo tempo também a expressão do desejo de recuperar esse passado; há uma espécie de luta contra a perda e o esquecimento. Lúcio afirmava que a escrita o libertava da morte. A escrita tem papel fundamental dentro da “Crônica”: ela é uma espécie de ressurreição, uma fuga da morte.


NEWTON VIEIRA – No enredo do romance, qual seria o objetivo maior desse olhar retrospectivo?


MADALENA LOREDO – Um objetivo que se apresenta é a tentativa de deciframento da personagem enigmática de Nina, em torno da qual tudo gira. Não há, porém, no romance, um narrador onisciente. Então há múltiplos pontos de vista, o que contribui para que o enigma não seja decifrado.


NEWTON VIEIRA – Gostaria que você falasse mais sobre a casa, contemplada no romance a partir do título.


MADALENA LOREDO – É possível uma leitura da casa dos Meneses associada à de um palco, espaço da representação em que várias cenas se desenrolam, diversos papéis são encenados, muitas máscaras são utilizadas. Cada um naquela chácara parece desempenhar um papel, escondendo-se em seus segredos, seus pecados, suas mentiras, seus ciúmes, vigiando uns aos outros. Ana e Timóteo são exemplos fortes, mas Nina é a personagem central. Estaria ela representando ou realmente trafegava em um mundo ao qual ninguém tinha acesso? Ela mesma não sabe a resposta e diz que, às vezes, seus gritos fingidos se confundem com os gemidos de verdade. A questão da representação, do fingimento é de grande importância na leitura do romance, especialmente da escrita do incesto, ponto tão debatido.

NEWTON VIEIRA – Bem, você tocou no incesto, e eu quero mesmo saber mais sobre a relação incestuosa entre Nina e André. Antes, porém, falemos de outra relação: a da casa com seus habitantes. Ela (a casa) de certo modo se humaniza para ser assassinada?


MADALENA LOREDO – No romance, a casa também figura como corpo vivo: uma casa humanizada, que toma para si o jeito de ser dos Meneses. Deles a casa adquire a frieza, a indiferença e o desinteresse pela renovação da vida. A casa é apresentada como ente que se imola pelos seus moradores, um “velho prédio sacrificado com estrias de sangue” a escorrer por suas “pedras mártires”; uma casa que agoniza com Nina, prepara-se para a morte, abre os olhos, com suas pupilas acesas e se ergue atenta, prevendo acontecimentos importantes, em atitude de “certos doentes graves”, que só abrem “os olhos para celebrar o próprio fim”. A transformação por que passa a chácara é referida como se houvesse um mal oculto, “um tumor latente em suas entranhas”, imagem que nos remete à doença que consumirá a beleza de Nina. O corpo de Nina destruído pelo câncer e a casa também arruinada, a família desfeita. A casa adquire a condição humana de poder morrer, ideia contida ou expressa já no título do romance. A casa enquanto edificação morre com a casa enquanto clã.


NEWTON VIEIRA – Entender o modelo patriarcal de família pode ajudar o leitor a ter melhor compreensão do romance?


MADALENA LOREDO – Penso que ajuda sim. De forma bastante evidente, o romance pode ser lido como uma declaração contra a sociedade mineira, contra a rigidez do sistema de vida no qual não há espaço para as paixões – tema tão desenvolvido no texto. Lúcio não esconde o misto de amor-ódio por sua terra natal. “Crônica” vem apresentar a decadência do latifúndio e do patriarcalismo, mostrar o conflito, a angústia, a solidão do ser humano diante de uma sociedade em profunda crise e falência de seus valores; o homem dividido entre a fé e a razão, entre o bem e o mal, o prazer e o pecado. E Lúcio, para situar sua história, escolhe uma velha fazenda em decadência numa Vila Velha.


NEWTON VIEIRA – Como é possível, no romance, identificar essa inquietação do ser humano a que você se refere?


MADALENA LOREDO – Ao longo de todo o texto, o leitor é colocado diante de algumas das grandes interrogações que sempre moveram o homem à busca de respostas: “Quem é Deus?” – “Que é o inferno?” – “Que é a verdade?” – “A ressurreição existe?”E talvez a mais instigante: “Que é a morte?”


NEWTON VIEIRA – O autor sempre se mostrou em conflito. De um lado, a religião católica em cujas bases fora educado; de outro, o estilo de vida nada convencional, a homossexualidade assumida. Nos “Diários”, ele assim escreveu, grafando o vocábulo “impossível” em caixa-alta: “Se Deus não existisse, não chegaríamos apenas à conclusão
de que tudo seria permitido. A vida seria simplesmente IMPOSSÍVEL, o peso do nada nos esmagaria com sua existência de ferro” (ob. cit., p. 192). Então, professora, a pergunta é: Como os temas de cunho religioso, tão caros a Lúcio Cardoso, encontram-se evidenciados no romance em tela?


MADALENA LOREDO – Há em “Crônica da casa assassinada” forte intertextualidade bíblica, a começar pela epígrafe geral do livro, retirada do Evangelho de João 11, 39-40, que narra o episódio da ressurreição de Lázaro, tema recorrente na obra cardosiana. Durante a narrativa, essa cena é retomada quando Ana, num ato de descontrole ante a morte de Alberto, pede a padre Justino que o ressuscite. Ela insiste com o religioso: é só dizer “levante-se desta cama, limpe este sangue e caminhe”. Há ainda uma pintura, uma tela denominada “A ressurreição de Lázaro” e também um poema intitulado “A voz de Lázaro”. Vários momentos do romance apontam a retomada de temas religiosos, como a questão do pecado, das virtudes teologais, etc. Lúcio, na “Crônica”, especialmente, apresenta o homem humano, que tem paixões, inquietações, muitas limitações; o homem que comete pecados, atitudes que só são atribuídas ao homem, portanto um ser diferente de Deus.


NEWTON VIEIRA – Que lances você apontaria para mostrar o antagonismo entre Nina e Ana?


MADALENA LOREDO – Ana e Nina formam um par de opostos, mas ao mesmo tempo de complementaridade. Nina é bela, exuberante, chega para alterar decisivamente a rotina dos Meneses. Nina desestabiliza, seu fascínio
atinge a todos. Sua presença é comparada à do anjo exterminador, do relato bíblico. Ela representa uma passagem devastadora que anuncia doença, ruína e morte. Nina vem quebrar a mesmice, a rigidez das tradições e
convenções, relutar contra a ausência de vida e de cor. Ana, ao contrário, tem aspecto sombrio, desbotado, pois fora moldada pelos Meneses e se reconhece “triturada” pela vida sem viço e sem claridade que a família
leva; ela própria diz que se converteu num ser gelado e triste, trajando roupas sem graça, sem enfeites, que “pisca, sorri, mas está morto há muito”. Nina dá um novo formato à vida da chácara; Ana é moldada pelos Meneses. Nina “florescia, recendia e brilhava”; Ana era uma criatura emurada, tudo nela era “fosco, plúmbeo”. Mas Ana não escapa aos efeitos
da presença de Nina. A concunhada desperta em Ana o desejo de ser diferente, de querer também ser desejada. Graças a Nina, Ana se dá conta do quanto se tornara um objeto “incrustado” naquele ambiente. Nina ou
Ana, quem é a mãe de André? Ana disputa com Nina, ainda, o amor de Alberto.

NEWTON VIEIRA – Agora, sim, a questão do incesto. Partindo do rincípio de que André seria filho de Nina, houve ou não
relacionamento incestuoso entre eles?


MADALENA LOREDO – O jardim da casa dos Meneses – contrariamente à maioria dos relatos míticos que associa jardim à ideia de paraíso – é o espaço da transgressão: o adultério e o incesto. O jardim é apresentado não como um “locus amoenus” (lugar ameno), mas como um paraíso maculado, ideia retratada na ruína, na decrepitude dos adornos – estátuas quebradas, fonte emperrada – no pavilhão sujo e desleixado, habitado por insetos, cheirando a mofo. Nesse ambiente se realizam os encontros de Nina com Alberto e, anos mais tarde, com André. Para este, o amor a Nina se dá por via de uma paixão dual de gozo e aniquilamento, atração e horror. Nina é mulher e mãe, desejo e proibição: “Mulher ou mãe, que outro ser híbrido poderia condensar melhor a força do nosso sentimento?” André convive com um emaranhado de sentimentos e sensações aos quais não sabe nomear: “não posso designá-la ‘aquela mulher’, e muito menos como ‘minha mãe’. Não é uma coisa nem outra”. O erotismo, que para Georges Bataille é o campo da violação limítrofe ao ato de matar, é potencializado na cena do intercurso sexual de André e Nina agonizante, quando ele confessa em seu diário que o que lhe interessava naquele instante não era a fruição da vida, mas a da morte: “era um terror, uma ânsia de me completar em sua agonia […] uma monstruosa absorção a que me entregava, uma queda, um esfacelamento”.

NEWTON VIEIRA – Mas, professora, surpreendentemente, Ana vai confessar ser a mãe de André. Então como fica o incesto? Ana teria mentido?


MADALENA LOREDO – A questão se houve ou não incesto, isto é, se André era filho de Ana ou de Nina, não é o que importa. Para André, Nina é sua mãe. André tem consciência de que afronta leis humanas e divinas. O incesto é escrito, é exibido ao leitor. Ao longo de várias páginas ele é pormenorizado, encenado. Como adverte Ruth Silviano Brandão (“Mulher ao pé da letra: a personagem feminina na literatura”, UFMG, 2006, p. 195) sobre a questão do incesto: “negá-lo é apenas não querer lê-lo ou revivê-lo e assumir os efeitos de sua leitura, dada a violência de sua verdade”. Diante da escrita desse incesto, a confissão de Ana de que André seria seu filho, e não de Nina, é suficiente para apagar tudo que o leitor viveu durante a leitura? Seria Ana confiável, uma personagem que diz fingir até para si mesma? Teria ela, apesar de saber fingir, conseguido ocultar seu afeto maternal por André durante todos aqueles anos? Por que Nina, se soubesse que André não era seu filho, teria deixado que ele assim pensasse e sofresse em relação ao incesto? São perguntas que ficam para o leitor, bem ao estilo das grandes obras literárias.

P.S.: Dedico esta entrevista a todos os cardosianos, mas, de maneira especial, aos especialistas doutores Ésio Macedo Ribeiro e Leandro Garcia Rodrigues, com os quais tenho aprendido tanto e tanto. (NV)

*Newton Vieira é ensaísta, jornalista e poeta. Pertence a várias instituições culturais, dentre elas a Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais (AMULMIG) e a Academia Internacional de Letras, Artes e Ciências ALPAS 21. Durante 10 anos, manteve coluna jornalística com dicas de Português. Em 2018, na Feira do Livro de Porto Alegre, recebeu a “Comenda Personalidade Literária Internacional”. Detém prêmios conquistados no Brasil e no exterior, Além dos livros publicados individualmente, figura em dezenas de antologias, como a “Écrivains Contemporains du Minas Gerais”, lançada no Salão do Livro de Paris 2012.