Outubro Rosa: Mês Internacional de Prevenção ao Câncer de Mama

O Outubro Rosa não é recente. Essa campanha foi criada no início da década de 1990 pela fundação Susan G. Komen for the Cure, e desde então é celebrada todos os anos com o objetivo de compartilhar informações, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento, bem como promover a conscientização sobre o câncer de mama.

O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve na mama como consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células da mama, que passam a se dividir descontroladamente. Várias são as causas que contribuem para o desenvolvimento da doença: Idade, fatores endócrinos, história reprodutiva, fatores comportamentais e ambientais, fatores genéticos e hereditários, entre outros.

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de mama é o mais incidente em mulheres no mundo, representando 24,2% do total de casos em 2018, com aproximadamente 2,1 milhão de casos novos e a quinta causa de morte por câncer em geral (626.679 óbitos), sendo a causa mais frequente de morte em mulheres .
Ainda de acordo com INCA, para o ano de 2020 foram estimados 66.280 casos novos, o que representa uma taxa de incidência de 43,74 casos por 100.000 mulheres.

Você sabia?

  • O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença.
  • O câncer de mama de caráter genético/hereditário corresponde a apenas 5% a 10% do total de casos da doença.

Autoexame

Uma das principais formas de aumento das chances de cura é a descoberta precoce do tumor, e a própria mulher pode se examinar para verificar se está tudo bem ou se há algum sinal de alerta. Para isso, basta seguir algumas regrinhas bem simples:

  • O autoexame pode ser feito uma vez por mês, entre três a dez dias após a menstruação descer. ou em uma data fixa para mulheres que não menstruam.
  • Na frente do espelho: Sem roupas, a mulher irá observar os seios com os braços caídos, levantados e dobrados atrás do pescoço e com as mãos na bacia, pressionando-a para verificar se existe alteração na superfície da mama. Importante também avaliar o tamanho, a forma e a cor, além de inchaços, saliências e rugosidades.
  • Em pé: A palpação das mamas deve ser feita durante o banho, com o corpo molhado e as mãos ensaboadas. Os dedos devem estar esticados e fazer movimentos circulares, de cima para baixo. Para cada lado, deve-se fazer o seguinte: Colocar o braço atrás da cabeça, palpar a mama em movimentos circulares (primeiro no formato de círculos que começam no mamilo e crescem até cobrir o seio todo; depois em linhas retas em direção ao mamilo e por último em linhas retas para cima e para baixo). No fim da palpação, pressionar os mamilos suavemente e observar se saiu algum líquido.
  • Deitada: A palpação deitada é da mesma forma que se faz em pé. Se desejar ficar mais confortável, coloque uma almofada debaixo do ombro que estiver com o braço levantado. Seguir os três passos acima, nessa posição.
Possíveis sinais de câncer de mama (Foto: Wikimedia/Raphseck)
Foto: Wikimedia/Raphseck

O SUS e o câncer de mama

Para o tratamento do câncer de mama, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece todos os tipos de cirurgia, como mastectomias, cirurgias conservadoras e reconstrução mamária, além de radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e tratamento com anticorpos.

Para mais informações, acesse o site do INCA ou o Ministério da Saúde.