Setembro Amarelo: O que você precisa saber

Tristeza profunda, falta de apetite, desânimo e pessimismo, são alguns dos sintomas que acendem o sinal de alerta para um possível quadro de depressão. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 800 mil pessoas todos os anos perdem suas vidas para este mal, que já é considerado pela entidade como a doença do século, sendo a segunda maior causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos. Ainda segundo a OMS, a depressão também é o principal motivo de incapacidade de realização das tarefas cotidianas entre os jovens de 10 a 19 anos.

O que é Setembro Amarelo?

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), organiza nacionalmente o Setembro Amarelo, sendo o dia 10 deste mês oficialmente o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas vale lembrar que a campanha acontece durante todo o ano.

Os especialistas definem o suicídio como um tema bastante complexo, mas que se trata de uma questão de saúde pública. Por isso, precisa ser discutido para que possamos criar ferramentas para lidar com o problema, que não é uma frescura como algumas pessoas costumam dizer.

A depressão e suas causas

Como explicar essa explosão de casos nas últimas décadas? De acordo com uma entrevista feita a especialistas pela revista Veja Saúde em dezembro de 2016, a resposta foi praticamente unânime: O diagnóstico. ”Talvez ela atingisse muita gente no passado, mas, por falta de informação, ficava escondida” avaliou na época o psiquiatra Antônio Egídio Nardi, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mais interesse sobre o tema e mais médicos preparados justificariam, então, boa parte da epidemia.

Outro fator contribuinte e que acompanha a rotina de quase todas as pessoas é o estresse. Horas à fio de trabalho, trânsito conturbado, filas em estabelecimentos, violência, excesso de informações (notícias), uso das redes sociais sem limite, alcoolismo, tabagismo e outras drogas, são um prato cheio para desencadear crises de ansiedade e pânico, que se não tratadas em tempo, tem todas as chances de evoluírem para um quadro severo de depressão. E se engana quem pensa que a depressão é uma doença exclusiva da mente! Pesquisas já comprovam que os seus efeitos físicos vão muito além do que podemos imaginar, podendo atingir o corpo inteiro, sendo o coração, as articulações e o sistema imunológico os mais atacados.

Mas a depressão tem cura?

Em uma matéria publicada em seu site, o Dr Dráuzio Varella explica que a depressão é uma doença que exige acompanhamento médico sistemático. Quadros leves costumam responder bem ao tratamento psicoterápico. Nos outros mais graves e com reflexo negativo sobre a vida afetiva, familiar e profissional e em sociedade, a indicação é o uso de antidepressivos com o objetivo de tirar a pessoa da crise. Existem vários grupos desses medicamentos que não causam dependência. Apesar do tempo que levam para produzir efeito (por volta de duas a quatro semanas) e das desvantagens de alguns efeitos colaterais que podem ocorrer, a prescrição deve ser mantida, às vezes, por toda a vida, para evitar recaídas. 

O CVV (Centro de Valorização da Vida) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias. Se você precisa de ajuda, não hesite, ligue 188.

Acesse www.setembroamarelo.com e conheça mais sobre a campanha que vem resgatando vidas ano a ano. Lá você encontrará vídeos informativos, cartilhas e agendas de eventos educativos organizados pelos parceiros.