Redes sociais x Vida real: Quando a felicidade se torna uma obrigação

Diante do crescimento contínuo das redes sociais, podemos notar a formação de diversos públicos em variados gêneros, todos em busca de espaço para expor seus trabalhos, suas rotinas e experiências sobre como deixar a vida mais leve e prática de se viver, mas uma coisa não podemos negar: A maioria das postagens que vemos ao rolar nosso feed, são de pessoas felizes e sorridentes, com roupas estilosas e em lugares incríveis, literalmente de limpar os olhos. Mas será que é sempre assim?

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), no Brasil, 5,8% da população sofre de depressão, taxa acima da média global, que é de 4,4%. Isso significa que quase 12 milhões de brasileiros sofrem com a doença, colocando o país no topo do ranking no número de casos de depressão na na América Latina. Com isso, podemos observar alguns transtornos mentais que podem ser desencadeados através das redes sociais, que agem como gatilho para a depressão, ansiedade, problemas com imagem corporal e alimentação.

A depressão pode surgir quando uma pessoa fica exposta a um padrão de vida que foge da sua realidade, além de reforçar a solidão, pois, quanto mais tempo se passa nas redes sociais, menos a pessoa quer sair, fazendo com que as interações sejam cada vez mais pobres e superficiais. A ansiedade surge desse entretenimento constante sem interrupções, gerando então, excesso de informações.

Os problemas relacionados a imagem, surgem desse padrão do corpo perfeito imposto pela sociedade e seguido a risca por muitos perfis na internet. Dicas de dietas, treinos e vida saudável compartilhados nem sempre por profissionais sérios e sem estudo individual, podem ser prejudiciais à saúde física e mental. O corpo perfeito exibido, muitas vezes vem mascarado por problemas sérios e rotinas rígidas que podem não ser expostas aos seguidores.

Por fim, é necessário compreender que as redes sociais nem sempre trazem a realidade e a felicidade. Nas redes sociais, as pessoas mostram o que elas gostariam de ser, mas nem sempre são. Primeiramente, editar a própria vida demonstra uma busca para esconder um vazio, seja ele de insegurança, abandono ou baixa autoestima. Portanto, existe um limite entre o virtual e o real, e ele precisa ser respeitado para que possamos manter uma mente saudável.