Com promessas olímpicas, Jogos Universitários Brasileiros chegam ao fim na Bahia

Após uma semana de competições em Salvador, a fase final dos Jogos Universitários Brasileiros chegou ao fim no último domingo (27). Aproximadamente 2.500 atletas e técnicos de 27 delegações marcaram presença na 67ª edição do evento, que é o maior de esporte universitário da América Latina.

No domingo aconteceram as finais das modalidades coletivas: basquete, futsal, handebol e vôlei. É possível conferir todos os resultados no site da Confederação Brasileira do Desporto Universitário.

No total, 69 atletas e/ou equipes receberam as medalhas de ouro, prata e bronze, tornando-se os campeões universitários brasileiros da modalidade.

O JUBs voltou para a Bahia após 51 anos e, de acordo com o presidente da CBDU, Luciano Cabral, o estado não deixou a desejar.

“Chegamos ao final do JUBs e constatamos que todos saíram daqui bastante satisfeitos, técnicos, atletas, dirigentes… O JUBs Bahia teve uma dinâmica diferente. A cidade é grande, com um trânsito intenso, mas também tem muitos atrativos”, diz Luciano Cabral, presidente da Confederação Brasileira do Desporto Universitário.

“O Boulevard montado para os atletas na beira da praia foi um dos destaques porque os atletas puderam também desfrutar da cidade e não apenas da competição. Criou um clima muito bom, um clima que tem a cara da Bahia, não podíamos esperar diferente desse espírito de alegria, de muita festa, muita amizade. Então a CBDU sai satisfeita, foi um grande desafio, 51 anos sem JUBs na Bahia e podemos dizer que cumprimos o papel de trazer de volta o esporte universitário para cá”, completa.

Promessas

Entre as promessas olímpicas está o nadador Victor Alcará da UNIP-SP. O jovem recebeu 9 medalhas – 6 de ouro e 3 de prata. O atleta mostrou versatilidade ao ganhar ouro nos 100m livre, 100m costas, 4x100m livre, 4x100m medley, 4x200m livre, 50m livre e 200m livre. A nona medalha foi de melhor índice técnico pelo tempo de 00:49.96 nos 100m livre.

Esse foi o segundo JUBs de Victor e, de acordo com ele, sair com nove medalhas é uma recompensa e tanto. “Pra gente, que leva essa rotina de correria, sem tempo, é muito importante ter esse retorno do nosso trabalho, do nosso esforço. É como se fosse nosso emprego e essa recompensa fosse nosso salário, é o que vale o esforço do ano inteiro”, conta.

O atleta, que profissionalmente nada pelo Corinthians, está no último ano da categoria júnior. Ano que vem, competirá no absoluto. No Troféu José Finkel, em setembro, o sanjoanense ficou com o 5º melhor tempo nos 50m livre.

Aos 19 anos, Victor sonha com uma vaga olímpica: “No começo do ano vai ter a seletiva olímpica e eu estou em busca disso. Vou começar o programa olímpico depois do Brasileiro, daqui duas semanas, não vai ter férias, não vai ter Natal, vou estar totalmente focado”.

No judô, Diego Santos, da Unigat-BA, também está atrás da uma vaga para Tóquio 2020. Na seleção brasileira desde 2011, o judoca é hexacampeão brasileiro de judô e atualmente está liderando o ranking nacional na sua categoria.

No JUBs, o baiano, que foi o escolhido para acender a tocha – um dos momentos mais importantes da cerimônia de abertura –, conquistou ouro na categoria meio leve – primeira medalha para a Bahia na competição.

Para chegar até a Fase Final, os atletas participam de edições estaduais e regionais, que acontecem ao longo do ano e reúnem mais de 80 mil participantes.

Fim da temporada

Após 11 eventos, a CBDU encerra o calendário nacional de 2019 e a campanha Você Herói, que exalta o esforço dos estudantes atletas em conciliar aulas e treinos, provas e competições.

Além dos eventos feitos pela Confederação, a delegação brasileira esteve presente na Universíade de Inverno, na Rússia, e na Universíade de Verão, em Napoli, onde conquistou um dos seus melhores resultados com 17 medalhas, sendo 5 de ouro.