Rainha Elizabeth e Curvelo

Por Newton Vieira

Hoje o mundo está pra lá de triste com a morte da rainha Elizabeth II (1926-2022), cujo reinado foi o mais longevo de toda a História do Império Britânico. Que elegância! Que carisma! Que jeito magnífico de aliar a tradição à modernidade!
Algumas coisas ligam a monarca à cidade de Curvelo, ainda que indiretamente. Cito três .
Nasceu em Gouveia, mas era considerada curvelana, porque morou aqui e aqui exercitou seu talento, a festejada estilista Josefina Milena Gomes , a Fifina, que criou os enxovais de bebês nobres netos de Elizabeth II, filhos da princesa Anne. Fifina (segunda foto) jamais será esquecida.
Voltando no tempo, o Império Britânico , na época da Rainha Victoria (1819-1901), tetravó de Elizabeth, demonstrou interesse pela nossa região, enviando a este município o naturalista, pesquisador e escritor Richard Francis Burton (1821-1890), cuja obra traz um dos primeiros registros sobre a gente curvelana. Richard Burton (não confundir com o ator) chamou o Santo Antônio de “o bonito riozinho” no seu livro “Viagem de Canoa de Sabará ao Oceano Atlântico”, traduzido e publicado no Brasil pela Itatiaia/Edusp – Editora da Universidade de São Paulo em 1977. Nessa obra, Burton dá características de vários lugares. Ao conhecer Santa Luzia, o erudito escreveu: “A julgar pelas ruas, a prostituição é a atividade mais florescente; asseguraram-me, porém, que, nesse ponto, Santa Luzia não pode competir com Curvelo”. (Risos). Eram os anos 1850.
Por fim, lembro que o professor doutor Hilton Rocha (1911-1993), luminar da oftalmologia mundial, operou os olhos da rainha Elizabeth, travou conhecimento com a monarca e foi por ela condecorado em solo britânico. Pois bem, o catedrático doutor Hilton, que costumava visitar Curvelo, tem uma bisneta curvelana: a linda Beatriz Bittencourt da Rocha, filha de Juliana Bittencourt e Hilton da Rocha Neto. Os pais de Juliana são os nossos amigos Dr. Rubens Bittencourt e Vera Dulce .