ARmai-vos uns aos outros

(Aspectos locais do 31 de março de 1964)

Por Newton Vieira*

No ano de 1964, intensifica-se no campo político-ideológico a atuação da Igreja Particular de Diamantina, sob a chefia do verbita dom Geraldo de Proença Sigaud (1909-1999).

Com fogosa oratória, dom Sigaud fazia questão de afirmar em Curvelo, cidade de sua jurisdição eclesiástica, no púlpito e pela imprensa: “–Se for preciso, este vosso arcebispo irá para a frente de batalha”. E se dizia disposto ao sacrifício do próprio sangue, a fim de impedir, no Brasil, a introdução do socialismo, por ele denominado “regime de Satanás” (1).

Não era novidade a influência da Arquidiocese de Diamantina no referido campo. Dom Joaquim Silvério de Souza (1859-1933), sucessor de dom João Antônio dos Santos, segundo seu biógrafo, tinha conhecimento até “dos segredos cochichados nos bastidores da política brasileira” (2). Era íntimo de Olegário Maciel e de outros homens públicos pelos quais, várias vezes, fora convidado a pleitear cadeira no antigo Senado Mineiro. Também um presidente do Estado (3) convidou-o para a Câmara Federal. A todos os convites, porém, dom Joaquim recusou, sob a alegação de que não lhe ficaria bem atuar partidariamente. Celso de Carvalho garante, entretanto, que pelo menos três dos últimos governantes mineiros (últimos até 1933, lógico) foram praticamente dirigidos pelo metropolita (4) integrante da Sociedade Internacional de História, sediada em Paris.

Por falar em Paris, onde a expressão “eminência parda” surgiu para designar o capuchinho Joseph du Tremblay, conselheiro do cardeal Richelieu, uma pergunta aqui se impõe: teria sido dom Joaquim Silvério de Souza a grande eminência parda na História de Minas?

ANTECEDENTES

Convém dar um pulo às décadas de 1940 e 1950 para tomar conhecimento de alguns antecedentes.

No pós-guerra, as elites dirigentes curvelans carregaram no combate ao que chamavam de “perigos do socialismo”. Fácil entender por que isso ocorreu. Data desse período a infiltração socialista nos países do leste europeu, consequência do segundo grande conflito armado. A Rússia estendeu sua influência àquelas regiões ao empenhar-se na desocupação nazista. Estourou então a Guerra Fria e, com ela, a corrida armamentista, os norte-americanos à frente do grupo dos capitalistas, no qual se inseria o Brasil. Impactada pela propaganda depreciativa que os Estados Unidos faziam chover sobre os russos, a Câmara Municipal de Curvelo não via com bons olhos a mudança dos sistemas políticos naquelas localidades do Velho Mundo. Por isso, não hesitou em aprovar, em 12 de maio de 1949, voto de louvor à ponte aérea das potências capitalistas em resposta ao fato histórico conhecido como Bloqueio de Berlim (5).  Foi uma proposta do vereador José Lourenço Viana Filho, o doutor Juca, descobridor da miopia em Guimarães Rosa, reforçada pelos vereadores Edmundo Diniz Leroy e Allu Viana Marques. A União Soviética havia interditado o acesso ao solo berlinense por ferrovia, rodovia e meios aquáticos. Queria o controle absoluto da cidade. Para suprir de alimentos a Berlim ocidental, foram necessários mais de 200 mil voos em um ano. Dispendiosa façanha.

O furo desse bloqueio foi para os americanos, como salientou Edgar Luiz de Barros, “a batalha suprema da Guerra Fria”. De fato, riscos de conflito atômico rondaram a população mundial, pois os Estados Unidos chegaram a estacionar bombardeiros em território britânico e dirigiram ameaças de ataque nuclear a Moscou (6).

Em 1957, o médico e intelectual Geraldo Vianna Espeschit, o doutor Espeschit, ocupava a presidência da Associação Comercial de Curvelo. Em reunião ordinária, a despeito do voto contrário do diretor José do Advento Barbosa, ele conseguiu aprovar moção de aplausos à Academia de Ciências de Moscou pelo lançamento do primeiro satélite artificial Sputnik (7). Lida em emissora internacional de rádio moscovita, a mensagem curvelana teve estrondosa ressonância nos meios políticos. Os mais exaltados viram no gesto do líder classista manifestação clara de apoio ao regime adotado atrás da “cortina de ferro”. Temendo maiores dissabores na vida particular e empresarial – e também para resguardar a entidade sob sua presidência –, doutor Espeschit procurou a imprensa e tratou de esclarecer o mal-entendido.  Ao jornal Estado de Minas, ele declarou: – “Não sou comunista. Sou até contrário àquele regime, pois sou, em Minas, um dos dirigentes do movimento monárquico, que repudia a doutrina soviética. Mas um acontecimento artístico, literário, filosófico ou científico não pode ficar circunscrito às fronteiras de um país. É patrimônio de toda a humanidade” (8).

Doutor Espeschit teve razão em pôr as barbas (ou os bigodes) de molho. Os ânimos estavam exaltados. Na edição de 29-9-1958, p. 2, o Jornal de Curvelo traria esta notícia: “O eleitor deve ficar alerta porque o comunismo é velhaco, sinuoso e traiçoeiro. Há em Curvelo vários chefes comunistas fichados trabalhando”.

Em 1962, esteve em Curvelo o padre Thomaz Henríquez, SJ, autor do livro Em Três Cárceres Comunistas. Na oportunidade, divulgou sua obra e proferiu conferências no auditório do Instituto Santo Antônio, abordando o tema “O que é o comunismo?”. Missionário na China durante 23 anos, o sacerdote teria sido expulso daquele país pelo regime discricionário lá implantado, sob a acusação de “inimigo do povo”. O assunto chamou a atenção dos curvelanos, embora não fosse a primeira vez que se discutia o comunismo chinês na cidade. Cinco anos antes, a questão ganhara espaço na imprensa local, a propósito das declarações de um prelado, para quem, apesar do regime comunista, ainda existia liberdade religiosa naquele pedaço do continente asiático (9).

Em suas palestras, padre Thomaz reputava “ignominiosa” a doutrina marxista e assegurava que, com toda certeza, ela receberia o repúdio dos brasileiros, principalmente por não se coadunar “com a nossa formação democrática e, sobretudo, cristã”. Depois de discorrer sobre o cerceamento das liberdades humanas, os julgamentos sumários e várias outras formas ditatoriais de atuação do governo chinês, coisas que teria presenciado ou sofrido na própria pele, o palestrante concluía: “Mais de um terço da humanidade vive sob a ditadura desumana do comunismo. E, não contentes com isso, querem também o Brasil! Se cruzarmos os braços, ainda nos veremos como Cuba, também na parte vermelha” (10).

Em 1963, prestes a irromper a Rebelião dos Sargentos, aproximadamente cem líderes classistas e políticos de Curvelo publicaram na imprensa local e nos principais jornais do País, entre os quais o Estado de S. Paulo, carta aberta destinada ao Congresso Nacional. No documento, as lideranças pediam aos parlamentares e às Forças Armadas reagissem contra o que chamavam de “conjunção pelego-comunista”.

Eis o teor do documento:

“Os subscritores deste, representando todas as classes deste município, alarmados e revoltados com a atitude do Governo apoiando a conjunção pelego-comunista contra as últimas defesas de nossa democracia, esperam que os representantes da maioria do povo brasileiro e as Forças Armadas tomem posição definida ao lado das nossas conquistas liberais. Todos esperam que ainda seja oportuno um brado de alerta, gritado destes sertões, para despertar desse longo e pesado letargo os responsáveis pela guarda das nossas liberdades, hoje publicamente negociadas no balcão dos traidores da Pátria, em troca desse papel-moeda produzido a jacto como atestado de indigência e imoralidade administrativas. Todos esperam também que do lado bom da nossa gente haja fibra, brio, patriotismo e coragem para desmascarar os negocistas, os velhacos e os aproveitadores que desmoralizam o Brasil e seu governo” (11).

CURVELO EM 1964

Chegou 1964… E Curvelo vivia momentos inesquecíveis nos diversos setores. O carnaval de rua não esteve lá grande coisa. Apenas o Maria Amália saiu com bloco e carros alegóricos, tudo organizado pelo incansável Luiz Crispim e animado pela orquestra de Zé Reis. Mas a cidade estava agitada com a filmagem do conto Viagem aos Seios de Duília, de Aníbal Machado, numa produção de Carlos Hugo Christensen, da Atlântida, com vários curvelanos atuando nos papéis de somenos importância. O grupo de seresta Zé de Beta realizava aplaudidas apresentações, enquanto o cantor Pedro Mateus gravava em disco a Canção da Criança Defeituosa, da autoria de André Carvalho. Aqui e acolá, nas praças e portas de casas comerciais, o filme Bonitinha, mas Ordinária, baseado em peça homônima de Nelson Rodrigues, suscitava críticas elogiosas e depreciativas, gerava polêmicas, mormente devido à ênfase dada à afirmação atribuída a Otto Lara Resende, aquela de que “O mineiro só é solidário no câncer”. O Grupo de Trabalho Pró TV introduzia no município os canais 2 e 4, e a Companhia Telefônica instalava aparelhos públicos nos bairros. O corpo escultural e o rosto delicado de Ivete Moreira Gomes, a Ivetinha, credenciavam-na aos grandes certames da beleza. A prosperidade dava esperançosos acenos aos pequenos comerciantes que, unidos aos graúdos, guindavam o empresário Newton Corrêa à presidência da entidade representativa da classe: a Associação Comercial. Nos bares do Centro, a indignação era com o preço do refrigerante, duas vezes mais alto que em Belo Horizonte. Ainda causava estranheza a mudança verificada nos atos litúrgicos da Igreja. Latim já era. A missa agora era ouvida em português, com o padre celebrando de frente para os fiéis. Aumentava cada vez mais o número de crianças inscritas no grupo de escoteiros “São Tarcísio”, comandado pelo Chefe Calazans, o Baden Powell dos sertões mineiros. Mas as atenções estariam mais fixamente voltadas para os fatos políticos, sobretudo os que desaguariam nos acontecimentos de março.

ARMAI-VOS UNS AOS OUTROS

Em 15 de fevereiro de 1964, no Cine-Teatro Virgínia, reuniram-se o prefeito, os vereadores, os representantes das entidades de classe do Município e figuras políticas e eclesiásticas influentes no Estado e no País, ao todo cerca de 2.500 pessoas. Escopo da reunião: mobilizar a sociedade para a “guerra anticomunista”, que o arcebispo dom Sigaud apelidava de “guerra santa”, tal e qual a da “libertação do Santo Sepulcro” (12). Fizeram uso da palavra, na ocasião, entre outros, João Calmon, Oscar Dias Corrêa, José Maria Alkmin, Guilherme Machado, Renato Azeredo, padre Pedro Maciel Vidigal e Orlando Vaz Filho. O primeiro a discursar foi o prefeito Evaristo Soares de Paula: – “Esta reunião tem por objetivo formar uma trincheira cívica para defender, de arma em punho, se necessário for, não apenas a propriedade privada, mas a liberdade e a própria família brasileira, que estão igualmente ameaçadas nesta hora difícil que atravessa o País”. (13)

Em seguida discursou o padre Pedro Maciel Vidigal. E seu discurso foi dos mais comentados pelo trocadilho feito com as palavras do Evangelho de Cristo: “ARmai-vos (sic) uns aos outros!”, gritou ele do palco do Virgínia.

Político, professor e escritor, padre Vidigal, como era mais conhecido, nasceu em 1909, em Calambau, distrito de Piranga, atual Presidente Bernardes. Vinha de família tradicional da classe média, sendo seu pai, Feliciano Duarte Vidigal, próspero comerciante. Estudou no Seminário de Mariana. Teve fortes ligações militares, pois fora, em 1942, nomeado capelão do 11º Regimento de Infantaria do Exército em São João del-Rei e capelão militar na Ilha de Fernando de Noronha. “Armai-vos uns aos outros!” Esse o apelo dirigido por ele aos ruralistas, pequenos produtores e comerciantes:

“Armai-vos uns aos outros com todas as armas que fordes capazes de manejar na defesa de vossas famílias, de vossas propriedades ameaçadas pelos comunistas que se tornaram donos da Superintendência de Planejamento e Reforma Agrária – SUPRA. Quem não sabe matar ou morrer em defesa da família não merece a honra de chefiá-la. E quem, na defesa de sua propriedade, não souber matar ou morrer, não tem nem terá a mínima condição de ser proprietário… Armai-vos uns aos outros contra este governo que está desgraçando o Brasil, pois já permitiu a infiltração dos comunistas nos postos-chaves da política e da administração da República… Armai-vos uns aos outros para a salvação do Brasil” (14).

Além da contundência de padre Vidigal, com o “ARmai-vos uns aos outros”, repetido em várias outras cidades, fez-se ouvir a candente alocução de dom Geraldo de Proença Sigaud, oferecendo a bênção arquiepiscopal à possível luta armada: “Quando a força está a serviço do direito – argumentou o prelado _ é hora de nós, bispos e padres, benzermos as carabinas, os revólveres e as balas” (15).

Saindo do Cine Virgínia, as lideranças dirigiram-se à casa do presidente da Liga Anticomunista, médico Benjamin Jacob de Souza. Lá realizaram nova reunião, desta vez feita para tomar providências contra o comício pró-reformas agendado pelo PTB para o dia seguinte, na vizinha cidade de Corinto. Inicialmente, pensou-se na organização de caravana (cem pessoas ao todo, distribuídas em 20 automóveis), que iria àquela cidade auxiliar na dissolução do evento. Mas a intervenção curvelana foi dispensada pelos líderes corintianos. Joel Ayres Bezerra, então prefeito de Corinto, contou em opúsculo que o comício do PTB começou tranquilo, mas acabou em tempo-quente. Quem primeiro falou foi o secretário do partido, Jaci Santos Magalhães. Em seguida, subiram à tribuna do Centro Operário, existente onde é hoje a Casa de Cultura Dr. Raimundo Lima, os representantes dos sindicatos de Montes Claros e Curvelo. Em quarto lugar, pronunciou-se Benedito Vieira, declarando que “as reformas preconizadas seriam feitas mesmo à bala”, o que ocasionou enérgica reação por parte do coronel José Brígido Pereira Pedras. Respondendo que “balas os democratas também as possuíam para defender a Constituição”, José Brígido iniciou tiroteio para o alto. Apagaram-se as luzes, e muitos móveis foram quebrados no recinto. Dois oradores inscritos ficaram impossibilitados de falar.

A CONSPIRAÇÃO TRIUNFA

Em 31 de março de 1964, com o apoio de setores da sociedade civil, conforme demonstrado, o golpe militar triunfou. Em Curvelo, o Comando Revolucionário (era esse o nome adotado) ocupou o prédio da Sociedade Rural, ali onde atualmente funcionam a Procuradoria e o Procon, e para lá começou a conduzir, presos, os políticos e líderes classistas e sindicais acusados de ativismo comunista. Seriam interrogados pelo capitão Tomé. Os soldados foram chamados aos quartéis. Os membros da Liga Anticomunista transformaram-se em patrulheiros. Os rapazes do Tiro de Guerra, convocados para colaborar, ficaram ao aguardo de instruções. Voluntários e mais voluntários se apresentaram para conter o possível avanço de “forças organizadas”.

Ainda no aceso dos acontecimentos, o prefeito doutor Evaristo de Paula, que já tivera o cuidado de “bloquear o consumo de combustíveis, garantindo os superiores interesses do transporte” (16), baixou o Decreto Nº 02/64, estabelecendo, no Art. 1º, três dias de feriado:

“Art. 1º – Fica decretado feriado municipal em Curvelo o dia de hoje e, bem assim, os dias primeiro e dois de abril próximo vindouro, como demonstração da fidelidade se seu povo à democracia”.

Muitos eventos políticos marcariam o feriado de três dias, dentro e fora do Município. Em Brasília, o presidente do Congresso Nacional, senador Auro de Moura Andrade, declarou vaga a Presidência da República. Logo o presidente dos Estados Unidos, Lyndon Johnson, enviou telegrama de saudação ao novo Governo do Brasil, inteiramente entregue ao deputado Ranieri Mazzilli. Em Curvelo, na ocasião, muita gente foi às ruas, rosário mariano em punho, na manifestação conhecida como “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”. A marcha curvelana realizou-se após o triunfo da conspiração. À frente do cortejo, uma imagem de Nossa Senhora sob a invocação de Fátima.

Precedeu à Marcha da Família Curvelana missa vespertina, celebrada em frente à antiga agência da Ford. Dali os manifestantes saíram em passeata. Automóveis transportavam integrantes da Liga Anticomunista, e estes portavam faixas e cartazes alusivos ao acontecimento. Fazendeiros, montando cavalos, formavam filas ao longo das vias públicas. Depois de percorrer o itinerário traçado, o cortejo foi ter à Praça Tiradentes. À porta da Matriz de Santo Antônio estava armado um palanque. Havia também um altar no qual foi colocada a imagem da Virgem Maria. Discursaram várias personalidades, entre elas: José Maria de Alkmin, deputado; José Geraldo de Oliveira, representante do governador Magalhães Pinto; José Brígido Pereira Pedras, presidente da Liga Anticomunista de Corinto; almirante Sílvio Heck, representante das Forças Armadas; dom Geraldo de Proença Sigaud, arcebispo metropolitano de Diamantina; José Dale Mascarenhas, representante de Caetanópolis e Paraopeba; padre Pedro Maciel Vidigal, deputado; e Evaristo de Paula, prefeito (17).

Em outro texto eu discorro sobre os desdobramentos do 31 de março, como a prisão e o exílio de vários curvelanos, incluindo a fuga espetacular dos irmãos Arnaldo e Dirceu Mourthé para o exterior.

  • REFERÊNCIAS
  • 1 – Jornal O PÃO DE SANTO ANTÔNIO – Curvelo/MG, edição de 1º de outubro de 1961, matéria de capa.
  • 2 – CARVALHO, Celso de. DOM JOAQUIM. Petrópolis: Vozes, 1936, p. 164.
  • 3 – Obs.: na época, empregava-se a expressão “presidente de Estado”, e não “governador de Estado”.
  • 4 – CARVALHO, Celso de. Ob. cit., p. 166.
  • 5 – Anais da Câmara Municipal de Curvelo. Livro de Atas Nº 2, p. 43. Obs.: – O texto da ata é dúbio e pode conduzir incautos à conclusão de que os vereadores apoiaram o Bloqueio de Berlim, quando, na verdade, eles fizeram exatamente o contrário. O quiproquó se desfaz na leitura do voto de congratulações. Na ocasião, a Câmara se reuniu duas vezes: às 13h e às 20h. É a segunda sessão que está em apreço.
  • 6 – BARROS, Edgard Luiz de. A GUERRA FRIA. 4ª ed. São Paulo/Atual, Campinas/Unicamp, 1986, pp. 36-37.
  • 7 – Anais da Associação Comercial de Curvelo. Ata da Reunião Ordinária de 30 de outubro de 1957.
  • 8 – Entrevista ao jornal ESTADO DE MINAS, de 27 de novembro de 1957. Transcrita em O JORNAL DE CURVELO, de 15 de dezembro de 1957, p. 2.
  • 9 – A PROPALADA LIBERDADE RELIGIOSA NA CHINA. Artigo publicado no jornal O PÃO DE SANTO ANTÔNIO. Curvelo/MG, edição de 24 de fevereiro de 1957, p. 2.
  • 10 – SOUSA, Geraldo de. FUI PRISIONEIRO DOS COMUNISTAS. Matéria sobre as palestras do padre Thomaz Henriquez publicada em CURVELO NOTÍCIAS – CN. Edição nº 13. Março de 1962, sem paginação.
  • 11 – Revista CURVELO NOTÍCIAS – CN. Edição nº 18. Novembro de 1963, sem paginação.
  • 14 – BEZERRA, Joel Ayres. CORINTO NA REVOLUÇÃO DE 31 DE MARÇO – Subsídios para a História. Corinto/MG. Edição do Autor, 1964, sem paginação.
  • 15 – Revista CURVELO NOTÍCIAS – CN. Edição nº 20. Março/Abril de 1964, sem paginação.
  • 16 – VIDIGAL, Pedro Maciel. AÇÃO POLÍTICA. Belo Horizonte. Imprensa Oficial, 1971, p. 191 e seguintes. Obs.: o discurso foi repetido em outras cidades e depois publicado na obra em apreço.

*Newton Vieira é ensaísta, jornalista e poeta. Pertence a várias instituições culturais, dentre elas a Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais (AMULMIG) e a Academia Internacional de Letras, Artes e Ciências ALPAS 21. Durante 10 anos, manteve coluna jornalística com dicas de Português. Em 2018, na Feira do Livro de Porto Alegre, recebeu a “Comenda Personalidade Literária Internacional”. Detém prêmios conquistados no Brasil e no exterior, Além dos livros publicados individualmente, figura em dezenas de antologias, como a “Écrivains Contemporains du Minas Gerais”, lançada no Salão do Livro de Paris 2012.