CEFET-MG organiza a “Semana do Acolhimento”

A ação acontece em três momentos diferentes durante todo o dia e é destinada a diferentes perfis de público: servidores e colaboradores; alunos da Educação Profissional Técnica de Nível Médio; e estudantes dos cursos de Graduação e Pós-Graduação do CEFET-MG. O evento, on-line, será transmitido ao vivo. O objetivo é debater questões ligadas à ansiedade, sono, pedido de ajuda, estresse, relações interpessoais e virtuais, estabelecimento de metas reais e empatia no contexto da pandemia.
 
Uma das organizadoras da atividade, a assistente social Maria Salete Guimarães, explica que o debate pretende discutir a saúde mental no contexto escolar de forma ampla, focando estudantes e servidores. Se, por um lado, a pandemia “tem causado sofrimento mental intenso, sendo necessário ter espaços para a fala e para o debate das emoções”, por outro, há desafios para um novo jeito de ensinar. “Nossa comunidade escolar está vivenciando algo novo, a implantação do ERE, algo que cada um aprenderá fazendo, cheio de dúvidas, angústias e apreensões, por isso é tão essencial esse debate”, pontua.
 
De acordo com o psicólogo do CEFET-MG em Belo Horizonte Matheus Bocardi, que trabalha com a temática em seu mestrado (“Fatores de risco e de proteção para ansiedade, depressão e ideação suicida em estudantes de pós-graduação”), em se tratando das atividades de pós-graduação, as principais dificuldades são cumprimento de prazos, recursos financeiros, relações interpessoais, cultura interna do programa de pós-graduação e autoexigência pelo desempenho. “Em nossa experiência, percebemos ainda queixas referentes à solidão na pesquisa científica, baixa qualidade de apoio do orientador, obstáculos em relação à escrita (dada a especificidade da linguagem acadêmica)”, conta Matheus.
 
Ainda segundo o psicólogo, todas as pessoas têm, em variados graus, vulnerabilidades psicológicas para adoecimento, de modo que estar atento à própria vulnerabilidade é um bom caminho para a prevenção. “Importantes sinais são dados pelo aparato cérebro-mente a todo tempo, por exemplo, baixa concentração e rendimento nos estudos, irritabilidade, cansaço excessivo, tensão muscular, preocupação constante, baixa autoestima, desesperança”, elenca. Nesse sentido, o(a) estudante, ao perceber estes e outros sinais, explica Matheus, pode concluir que o estressor (no caso, mestrado/ doutorado) está rompendo com sua “barreira” da vulnerabilidade e, em breve, pode adoecer.
 
Para manter o equilíbrio mental, o psicólogo recomenda que o(a) estudante, quando em contato com o estresse (ou aquilo que o causa), deve contar com o apoio de colegas, amigos e familiares, falando, desabafando, abrindo-se, compartilhando o peso que aquilo lhe causa. “Não custa relembrar que manter os estados corporais em dia é de suma importância, ou seja, comer bem, em refeições balanceadas, praticar atividades físicas e dormir com qualidade e disciplina; é recomendável ainda o lazer: sair com amigos, envolver-se em projetos pessoais (música, arte, espiritualidade, viagens etc.)”, completa Matheus.
 
A programação completa das atividades de saúde mental na Semana do Acolhimento do CEFET-MG está disponível no site da Instituição.